sexta-feira, 8 de junho de 2012

Parque Passeio Público - O Parque Mais Antigo Da Cidade De Curitiba.

"Localizado na Rua Presidente Faria, s/n. Centro" O Passeio Público é o parque mais central e o primeiro de Curitiba. Inaugurado em 1886 com cerca de 70 mil m² de mata natural, nas margens do rio Belém. Na época sua iluminação era feita por lampiões alimentados por azeite de peixe.
No século XVIIII, foi por algum tempo o Jardim Botânico de Curitiba. Foi, também, o primeiro zoológico e, até hoje, possui alguns animais em cativeiro, além de um aquário.
O Passeio Público é um santuário ecológico em pleno centro de Curitiba. Tem lago com ilhas, uma gruta, ponte pênsil, palco flutuante e é cortado pela malha cicloviária da cidade.
Também foi palco de fatores marcantes na história de curitiba, como a primeira experiência com luz elétrica, em dezembro de 1887.
Em 1909, a balonista Maria Aída decolou do Passeio Público e acabou "engatada" no telhado da Catedral. Em 1911, o o simbolista Emiliano Perneta foi coroado Príncipe dos Poetas Paranaenses, na ilha do Passeio Público que passou a ter o nome de seu poema, "Ilusão".
Em 1966, aos 80 anos, o espaço sofreu alterações substanciais: pavimentação, revestimento dos lagos, troca das pontes de madeira por outras de concreto, construção de um palco flutuante e de ilhotas para os macacos.
— com Rafael Greca
 
                                      
Maria Aida Menezes Bettencourt
Terceira, Praia 28.03.1940
Alberto Moniz da Costa
* 17.11.1911
Carlos Alberto de Meneses Moniz
* 02.08.1948 Maria do Amparo Pereira Idália Maria Salvador Serrão
 
 
 
 
O Passeio Público foi palco de fatos marcantes na história de Curitiba, como a primeira experiência com luz elétrica, em 12/1887.

 
 
 
 
 
 
 
 
Portanto, o Passeio Público de Curitiba ficaria situado nesta segunda corrente do ecletismo, mais precisamente, o ecletismo romântico. Apesar de ter suas origens na Inglaterra, o paisagismo romântico brasileiro também vai ter uma grande influência do romantismo francês. Ainda conforme Macedo (1999, p.29), uma das características de diferenciam o paisagismo romântico francês do inglês é o uso de “um sistema viário bastante ordenado no qual todos os caminhos, mesmo que orgânicos, levam a pontos de convecção e de distribuição”.
Os primeiros Passeios Públicos se originaram de um sistema viário bastante rigoroso, pois inicialmente eram alamedas retilíneas arborizadas. De acordo com Pereira (1999, p.13), as cidades portuguesas e, principalmente suas colônias, tinham uma grande rejeição de que houvesse vegetação em suas áreas urbanas, “assim, comparado ao restante da Europa, verifica-se que em Portugal foi tardia a incorporação da vegetação à paisagem da cidade”, essa aversão ao verde só começou a ser quebrada quando, de acordo com Segawa (1996), o Marquês de Pombal doou para a cidade de Lisboa, em 1764, uma área ajardinada com o nome de Passeio Público, após essa doação várias outras áreas ajardinadas são doadas em diferentes cidades, todas com o nome de Passeio Público. Os governantes das colônias seguem o exemplo e começam a criar ruas e alamedas arborizadas também denominando-as de Passeio Público. De acordo com Pereira (1999 p.16-18), “o primeiro Passeio Público de que se tem notícias nas colônias foi construído em 1771 pelo governador de Angola” e no Brasil, embora se costume considerar o Passeio Público do Rio de Janeiro (1779-1783) como o primeiro, foram criados dois anteriores sendo um em Vila Bela (1773), localidade projetada para ser capital do Mato Grosso em outro em Goiás (1778).
O Passeio Público de Curitiba surge em 1886 por iniciativa de Alfredo d´Escragnole Taunay, presidente da província do Paraná, em parceria com os industriais da erva-mate, principalmente na figura de Francisco Fasce Fontana. O Passeio Público foi simultaneamente uma obra de saneamento, uma intervenção paisagística e um instrumento de valorização imobiliária urbana, e refletia o ideário urbanístico da época de salubridade e embelezamento (ANDRADE, 2001).
No período de construção do Passeio Público, Curitiba apresentava uma elite abastada formada pelos industriais da erva-mate, que ansiavam por espaços que simulassem o requinte da sociedade européia. O Sr. Fontana, dono de uma das indústrias da erva-mate, tinha sua mansão nos limites urbanos da cidade, o ponto final do bonde era em frente a sua casa (foto 01). No lado oposto da rua existia um extenso banhado, formado pelo rio Belém, que era visto por todos como uma área vetora de doenças e, portanto, prejudicial ao desenvolvimento da cidade. De acordo com Destefani (1978), “das relações de amizade entre Taunay e Fontana resultou o projeto da criação do Passeio Público nesse terreno baldio e pantanoso, propondo-se Fontana a realizá-lo por menos do que o orçado para o simples saneamento”. Após a implantação do Passeio Público e a conseqüente eliminação da área pantanosa, a região começou a receber vários benefícios e os barões do mate iniciaram a construção de suas mansões nas proximidades (foto 02), pois além do atrativo do Passeio Público a área ficava fora da zona urbana, o que possibilitava a construção de palacetes centrados no terreno sem a necessidade do alinhamento predial conjugado, como as normas impunham no perímetro urbano.
 

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